Personagem
1° (A.S.A.G) Venafelyn, o Forjador de Estrelas.
por AlkhamPublicado
Venafelyn:
[ O Forjador das Estrelas ]

Geral:
Venafelyn, o Forjador das Estrelas, Valcon, o Badalar das Chamas, ou Promestan, Deus do Fogo e dos Homens, ou ainda Luna-Ral, Senhor das Luzes de Gion.
Um poderoso ca´elestibu, membro do Salão dos Forjadores de Estrelas. Durante a Terceira Existência, foi o último dos Construtores.
Características Gerais:
Altura:
66 metros.
Asas:
4 asas de 103 metros.
Elemento Base:
Fogo do Dragão.
Ordem de Salão:
Membro do Salão dos Forjadores de Estrelas.
Assembleia:
Assembleia dos Senhores das Auroras de Gion.
Nível de Poder Primevo:
Entre 1.000.000 (com armadura de ouranico e sua estrela da manhã de sempernico) a 750.000 (desarmado).
Como luta:
Costuma manejar uma estrela da manhã de quase quarenta metros de puro sempernico capaz de produzir Fogo Celeste, um elemento que, assim como o Fogo do Dragão, é capaz de consumir Essência Primeva e matar um ca'elestibu ou drayno. Venafelyn, desarmado, é obrigado a usar seu elemento natural. Ou seja, Fogo do Dragão. Um elemento que por um lado admira, pelo poder de destruição e pelas dificuldades que passou para consegui-ló, e que também despreza, pelo horror já provocado pelo seu uso.
Personalidade:
Fé:
Acredita que o Supremo Feosmur criou toda a realidade. É um ca'elestibu religioso. Embora não faça muita questão de exteriorizar sua fé, sempre fala dela em momento oportunos.
Valores:
Ambições:
Que um dia consiga trazer seus companheiros ca'elestibus devolta a Existência.
Objetivos do Personagem:
Libertar Gion do governo dos falsos-deuses e impedir que Trone Theon e Drakous Trogon retornem a Existência.
Hobbies:
Contemplar as estrelas.
Filosofia Pessoal:
O bem maior está acima de tudo. O dever, acima de todos.
Devemos sempre fazer aquilo que sabemos ser o correto, e não apenas aquilo que achamos ser o bom. Confundir as duas coisas leva, inevitavelmente, ao erro.
Venafelyn, assim como todos os senhores das auroras, preza pela ordem, pela paz em Gion. Por esses ideais, Venafelyn seria capaz de fazer qualquer coisa, exceto trazer o próprio caos. As vezes, seu perfeccionismo acaba o levando a tornar atitudes consideradas por alguns como arrogantes.
Particularmente, não nutri afeto por nem uma raça mortal, apenas pela ordem geral das coisas. Seus sentimentos e desejos pessoais são quase nulos. Há quem chame até de mesquinha sua maneira indiferente de agir com os indivíduos. Mas ele não julga as coisas nesses parâmetros. É apenas óbvio para ele que o todo vem antes do particular.
Venafelyn ama as estrelas. Seu brilho, seu calor. A maneira como elas guiam os perdidos. Como desde muito cedo, todos reconhecem a necessidade delas. Venafelyn ama suas obras. Há muito tempo, Venafelyn amou outras coisas. Seu povo. Seyrax Lyn. Seu amigo, Sutangi. Mas tudo isso é passado, e Venafelyn luta para não se perder na lembrança do que se foi. Seu maior desejo, porém, permancer sendo trazer seu povo de volta. Mas como há poucas chances, ele segue em frente, fazendo o máximo que puder para manter a ordem de Gion, a última lembrança de seu povo e a mais amada criação ca'elestiba.
Frases:
"Com o tempo, tudo passa. As amizades, os amores, as ambições... Tudo o que resta é um vazio. Uma ausência preenchido por nossos desejos não realizados."
"Em mim não há ódio nem amor. Apenas o desejo de fazer o que é certo. Aceite isso. Siga-me, e faço o que é correto. Oponha-se, e eu mesmo lhe darei seu fim."
"Muitas são as estratagemas e os caminhos que guiam as almas ao erro. Porém, no fim da jornada, há apenas dois caminhos. O certo e o errado. O meu lado e o seu lado. Escolha um, e siga até fim. Se você escolher o meu, você não deve hesitar jamais. Mas se escolher o outro..."
"Os sóis são brisas suaves comparadas ao ardor da minha ira. Lembre-se disso."
Histórico:
Vida Intelectual:
Embora sua vida não tenha sido dedicada a nem uma área do saber específico, jamais poupou esforços para compreender mais sobre a Existência. Conhece muito sobre as culturas dos Seres da Segunda Existência. Elestinos e humanos, principalmente. Os elestinos, por encontrar traços de semelhança com seu próprio povo. E os humanos, por ver algo de draynico neles. Venafelyn também dedicou uma considerável parte de sua vida a aprendendo com draynos tudo o que ele poderia. E acabou desenvolvido um forte sentimento de identificação com a cultura deles.
Aliados:
Avalyn, por quem possuí admiração. Sutangi, seu tutor e maior amigo. Seyrax Lyn, por quem possuí um sentimento de fraternidade. Seralyn. Essam. Wumgo.
Elestinos, em geral.
Amigo: Seralyn
Tutor: Sutangi
Exemplo: Durgamundor
Herói: Avalyn
Paixão: Seyrax Lyna
Inimigos:
Trone Theon. Drakous Trogon. Anarchia Rei. Anti-deuses, Falsos-deuses, dragões, áureos e draconianos, respectivamente.
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História de Venafelyn:
Acreditasse que Venafelyn foi um dos últimos ca'elestibus a surgir. Mais ou menos no fim do Primeiro Ciclo da Primeira Existência quando o governo ca'elestibu começava a se dividir com os draynos.
Foram os dragões, Sutangi e Drongodur, que o encontraram parado, observando estaticamente a grande Vena, a luminária do Primeiro Mundo. Por essa razão acreditaram que o ca'elestibu nascera pouco antes desse evento e ainda estivesse em um estado de admiração para com a Existência. Porém, segundo o próprio Venafelyn já havia muito tempo que contemplava Vena. Mas nem ele sabe precisar quantidade.
Sutangi, também conhecido como Primeiro Dragão ou Filho do Fogo, o guiou para junto de outros companheiros ca'elestibus e draynos que o receberam de braços abertos.
Quando chegou o dia em que Venafelyn escolheria a natureza elemental a qual seria iniciado, ele escolheu o fogo, pois queria poder tocar Vena sem ser incendiado. Mas o fogo, devido sua própria natureza, era pouco apreciado entre os ca'elestibus, e Venafelyn, por muito tempo, não teve tutor e ficou aflito por isso.
Sutangi, vendo o impasse de Venafelyn, decidiu por si mesmo conversar com ele. A princípio tentou tirar a ideia da cabeça dele, dizendo que, por experiência própria, sabia que o fogo não era um dos melhores elementos para um ca'elestibu.
Venafelyn, no entanto, se manteve decidido. Ignorou as advertências de Sutangi e de seus irmãos ca'elestibus e começou a treinar sozinho, se ferindo várias vezes durante o processo e obtendo poucos resultados.
Sutangi não conseguiu ver a cena de braços cruzados. E decidiu ele mesmo ensina-ló.
Diferente dos ca'elestibu, os draynos já nasciam com uma natureza própria, e Sutangi teve de se virar do jeito que pôde para ensinar a Venafelyn aquilo que ele sabia apenas por instinto sobre o fogo. Não foi facil para nem um dos dois. Devido a isso a Iniciação de Venafelyn se prolongou mais do que o normal.
Enquanto era treinado, Venafelyn acabou desenvolvendo uma profunda admiração e amizade por Sutangi. E passou a preferir a companhia dos draynos do que de seu povo. Chegou a aprender muito sobre os draynos e seus hábitos nessa época.
Quando enfim Venafelyn avançou em seu treinamento, a Existência começava a entrar em seu Terceiro Ciclo, que teve início com a Era da Dúvida, quando draynos e Ca'elestibus que haviam convivido em harmonia por quase cinco milênios passaram a acalentar dúvidas sobre esse modo de vida.
Venafelyn e Sutangi foram dois dos mais árduos opositores da desunião entre os dois povos. Ainda assim tudo prosseguiu seguindo o mesmo rumo. Draynos e ca'elestibus foram se afastando cada vez mais. Assim, por um tempo, Venafelyn se manteve longe de Sutangi, e seus ensinos foram interrompido.
Venafelyn voltou a treinar sozinho e a habitar na companhia de seu povo. Durante um tempo, chegou até a servir de porta-voz entre as entre ca'elestibu e draynos, que se tornavam cada vez mais hostis.
Foi durante esse período que, pela primeira vez, presenciou a morte, em um evento que o marcou para sempre.
Uma seita particularmente agressiva que surgiu entre alguns dragões, guiados pelos insurgentes, Angainor e Drongodur, passaram a reivindicar posses ca'elestibas, dizendo também possuírem direito sobre elas pelo tempo que foram aliados.
Venafelyn e Argavalyn foram enviados como mensageiros por Lynfrain, um dos líderes ca'elestibus da época, para dissuadirem Angainor dessa idéia. Argavalyn era um tipo transciturno, pensativo, que vivia olhando para os céus como se esperasse alguma coisa que nunca vinha, mas muito inteligente e eloquente. Ao lado dele, Venafelyn tentou dialogar com os lideres da seita.
Mas Angainor não se convenceu, e quando os dois ca'elestibus voltaram a insistir, ele ameaçou expulsa-lós a força. Venafelyn achou absurda, essa ideia. O uso da força nunca era uma opção naquela época. Mas Angainor realmente enviou seus seguidores para cima dos dois.
Argavalyn tentou fugir, mas quando os draynos tentaram agarra-ló foi tomado por um desespero tão grande que matou dois de seus agressores, e os outros se afastaram.
Venafelyn ficou horrorizado. Argavalyn se jogou ao lado das carcaças e as fitou longamente. Drangainor observou a cena com expectativa, e ordenou a seus seguidores que não investissem novamente contra os mensageiros ca'elestibus. Ao lugar disso, decidiu permitir a fuga dos dois ca'elestibus
Venafelyn e Argavalyn voaram até os outros ca'elestibus e se silenciaram sobre o ocorrido, dizendo apenas que a seita de Angainor não aceitaria negociar. No entanto a lembrança jamais abandonou Venafelyn.
Argavalyn se tornou ainda mais distante e pensativo, e parecia evitar a presença de Venafelyn.
Quando a notícia se espalhou, tudo o que foi ouvido era que ca'elestibus haviam "assassinado" dois draynos a mando de Lynfrain e Elestran.
A notícia foi recebida com choque e incrédulidade por todos, até pelos outros draynos.
Embora muitos conhecessem a possibilidade da morte, poucos estavam dispostos a aceitar que alguém houvesse realmente feito isso a outro. E ainda havia quem nem sequer a reconhecesse como uma possibilidade.
Somente quando Drongodur, a mando de Angainor, desfilou os cadáveres destroçados que a notícia foi acreditada.
Por um ano inteiro, draynos, revoltados, uniram seus clamores a marcha fúnebre dos cadáveres que passava por todos os domínios draynos. Angainor, eloquente como era, clamou justiça pelos mortos e palavras sobre união entre os draynos e a desonra que os ca'elestibus trouxeram para a Existência ao provocarem a fúria do Criador assassinando inocentes.
Amargurado, Venafelyn foi obrigado a escutar, calado, dezenas de verdades e mentiras unidos no discurso do drayno. Um dia já tomado por um forte sentimento de obrigação, decidiu procurar Argavalyn e contar a verdade para todos.
Depois de muita procura, encontrou Argavalyn assentado sobre uma montanha, isolado e transciturno, ainda pior do que da última vez.
Quando perguntou o que ele estava fazendo ali, Venafelyn recebeu a resposta de um ser totalmente tomado pelo terror e a beira de um colapso. Argavalyn tinha medo de que quando todos soubessem a verdade, ele fosse entregue para Angainor e Drongodur, que certamente fariam com ele o mesmo que ele fez com os dois draynos. Argavalyn tinha medo de morrer e por isso estava se escondendo ali.
E quando viu Venafelyn, decidido daquele jeito, tremeu sabendo que séria entregue á morte e fugiu para lá. Mas disse que se fosse desejo de Venafelyn que houvessem três mortos e não dois, ele não resistiria e seria levado aos draynos.
Venafelyn se viu diante de um de seus primeiros dilemas.
Era correto entregar Argavalyn pelo que ele havia feito. Mas, durante o tempo que passara com Sutangi, ele conheceu Angainor; um dragão manipular, genioso, e cheio de rancor. Drongodur era apenas uma versão mais agressiva e menos astuta de Angainor. Como eles dominavam o fogo, certa vez Sutangi os pedira para ensinara Venafelyn alguns aspectos dessa natureza. Não havia sido uma experiência agradável.
Nas mãos desses dois não havia escapatória para o pensativo Argavalyn. Venafelyn não desejava outra morte.
Venafelyn prometeu não contar a ninguém a verdade. Argavalyn se curvou sobre os joelhos e dobrou suas asas, jurando para todo o sempre sua profunda e completa gratidão a Venafelyn. "Eu juro minha eterna gratidão." disse ele "Mesmo que tudo se acabe. Mesmo que os céus desabem sobre a terra. Eu juro. Eu juro... que você sempre terá minha gratidão, minha amizade e lealdade. Ainda que você possa, de agora em diante, rejeitar a companhia de um assassino imundo e covarde como eu, juro que jamais me esquecerei de ti. Juro pelo Criador, pela criação, e por tudo que é santo e sagrado."
As juras não afetaram Venafelyn em nada, e por um longo tempo nem sequer pensou nelas, porém a gratidão, a alegria, e a sinceridade estampadas na face de Argavalyn lhe tocaram.
Venafelyn se sentiu amargurado ao se pensar que cogitara entregar um ser tão desesperado à morte.
Aquelas juras, no entanto, pareceram surtir um efeito positivo em Argavalyn, que passou a agir como se tivesse se livrado de um grande peso. Ele não voltou a se esconder novamente, e era visto caminhando tranquilamente entre outros ca'elestibus. Quem o vesse jamais pensaria que era ele o culpado pelo crime que causava tanto alvoroço. Porém não foram raras as vezes em que Venafelyn o pegava, sozinho, observando os céus, pensativo.
Mas ainda que Venafelyn não o culpasse e ele houvesse jurado sua amizade, de pouco em pouco, os dois foram se afastando, até que parecesse que nem mesmo Argavalyn se lembrava de suas juras. Venafelyn se esquecera delas há muito tempo.
A seita de Angainor e Drongodur, que antes desejavam apenas umas ou outras pequenas posses ca'elestibas, começou a crescer cada vez mais e mudar de objetivos de acordo com o número de adeptos. Drongodur, que desfilava os dois cadáveres como se fossem seu estandarte, visitou dezenas de líderes draynos e Angainor, eloquente como era, os informou de seus ideais inovadores. Como naquela época draynos e ca'elestibus já não se davam bem, não foi difícil para eles juntar ainda mais adeptos.
Algumas alianças draynicas, como os Soberanos de Hulrna sob o comando de Grimihall, o Gélido, recusaram qualquer tipo de ligação com essa nova ideologia. Mas muitos outros se juntaram aos ideais de separação total entre os dois povos. Principalmente entre os draynos do fogo, ou os chamados dragões, muitos se juntaram seguindo o exemplo de Angainor e Drongodur.
Foi nessa época que Sutangi, que era tido como o primeiro dragão, começou a guiar seu próprio movimento, se opondo a Angainor, e tentando convencer draynos e ca'elestibus, que os dois tinham mais a ganhar juntando suas capacidades do que tentando progredir cada um por si mesmo. Sutangi era famoso e querido tanto entre draynos quanto entre ca'elestibus, e logo muitos se juntaram a ele. O próprio Elestran se juntou a esse movimento, e se tornou um simbolo quase tão marcante quanto os cadáveres arrastados por Drongodur. Venafelyn também se juntou, e novamente se encontrou com Sutangi, que o recebeu calorosamente.
O movimento de Sutangi cresceu até se tornar quase tão grande quanto o de Angainor.
A desgraça veio quando membros da seita de Angainor começaram a serem misteriosamente mortos. Tudo começou com um drayno que sem um motivo aparente sumiu por um longo tempo. Seu corpo foi encontrado pela seita de Angainor, todo quebrado e deformado.
O pânico tomou conta de todos. O clima de desconfiança aumentou ainda mais quando descobriram que era mais um dragão morto pelo poder de um ca'elestibu. Os draynos voltaram a se alvoroçar. Entre os seguidores de Sutangi muitos o abandonaram.
Outros corpos voltaram a aparecer. Foram prontamente erguidos por Drongodur e mostrados como a bandeira de sua causa. Quando as suspeitas recairam sobre o grupo de Sutangi, não demorou para que a maioria dos draynos que o apoiavam lhe abandonassem. E os ca'elestibus, injuriados, com as ofensas e acusações, não demoraram a fazer o mesmo.
O movimento de Sutangi se desfez. E Angainor recebeu mais adeptos. Venafelyn percebeu que apartir desse dia não apareceu mais nem um morto.
A dúvida e receio passaram o serem sentidos em todos os lugares.
Os draynos decidiram de um vez por todas se afastarem dos ca'elestibus e criarem seus próprios governos.
Angainor claramente se tornou o maior entre eles, sempre com sua visão separatista e egocêntrica. A maioria dos dragões o seguiram, outros draynos, no entanto, formaram seus próprios domínios, longe tanto de Angainor quanto dos ca'elestibus.
Sutangi caiu em desgraça entre seu povo, e decidiu se afastar deles. Elestran, Venafelyn e Avalyn ofereceram abrigo para ele entre os ca'elestibus.
Angainor se tornou poderoso entre os draynos, um verdadeiro herói. Mas para sua infelicidade os draynos não se tornaram um povo tão poderoso quanto ele planejava. Os draynos eram poderosos, mas não formavam uma sociedade forte, pois eram individualistas, solitários, e não gostavam de dividir seus esforços com ninguém, quer seja grande ou pequeno. Quer fosse lider ou rei.